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Introdução à Antropologia -1 / UFF

Blog de relatórios

GT-4 Potencia de criação (Diego goldman)

Ao se pensar no homem pré linguagem é possível imaginar sua relação natural e simbiótica com o mundo que o cerca, a partir da invenção da linguagem surge o que chamamos de “individuo”, um ente único no mundo por sua potência de adaptação não física mas intelectual sobre o espaço que habita, essa mesma potência adaptativa é também criadora e inovadora, gerando não só um homem mais vários. Na bíblia, mas especificamente em gênesis, se encontra a passagem sobre a torre de babel, onde em uma época anterior as múltiplas linguagens o homem tentou construir uma torre para alcançar o céu, deus ao ver o feito diz: “Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que não entendam a linguagem um do outro.”, deus nesse momento castra a potência criadora do homem, separa o homem do divino, assim como a linguagem o separou da natureza. Hoje com a antropologia e linguística já se sabe que multiplicidade não só de linguagens mais de percepções de mundo são próprias da natureza humana e que essa castração do homem é própria de uma hegemonia cultural e reflexo de um processo colonizador cristão e europeu. Um dos pilares mais fortes dessa hegemonia é o conceito de economia, economia vem do grego oikos, ‘casa’ + nomos, ‘costume ou lei’, ou também ‘gerir, administrar’: daí “regras da casa” ou “administração doméstica” e hoje é entendida como uma ciência de análise da produção e distribuição de bens de consumo. Hoje somos entendidos como seres econômicos, ditados por uma mão invisível do mercado, já as múltiplas línguas, mesmo que dividida por deus, se tornaram um problema risível diante da capacidade de globalização do mundo contemporâneo ditada por um modelo capitalista de economia, suprimindo o homem a um ser estritamente econômico. Esse encarceramento do homem gera uma falsa sensação de que a relação do homem com a vida gira em torno de objetos técnicos e economicamente computados e transformando nossa relação com o natural em puro utilitarismo, como disse Ailton Krenak, “Chamar a natureza de recurso é transformar a vida num almoxarifado.”
Marshall Sahlins ao estudar os povos nômades da Austrália quebra a ideia da antropologia clássica de que os povos nômades são pobres não só material como culturalmente, demonstrando uma abundancia não apenas alimentícia mas uma filosofia de vida muito interessante e alta mente ligada com a ideia de movimento. Por serem nômades a ideia de posse se torna supérflua pois limita a movimentação e movimento é vida, não apenas a ideia de movimento se tira disso, umas das características desses povos é o pouco cuidado com matérias produzidos por eles, podendo esses serem destruídos por crianças ou animais logo após a produção, aqui se enxerga uma clara percepção do homem como criador, a potência de criação vindo do próprio ser. Se pudéssemos analisar nossa atual conjuntura social percebemos a total dicotomia com nosso modelo de consumo, que está diretamente ligada a nossa percepção de vida como ser econômico. Tomemos como exemplo a situação atual do Brasil onde se estabeleceu uma estado de exceção resultado de uma crise econômica, contudo o processo de criação da crise se estabelece muito mais no simbólico do que no factual como aponta Agamber: ““Crise” e “economia” atualmente não são usadas como conceitos, mas como palavras de ordem, que servem para impor e para fazer com que se aceitem medidas e restrições que as pessoas não têm motivo algum para aceitar. “Crise” hoje em dia significa simplesmente “você deve obedecer!”. Creio que seja evidente para todos que a chamada “crise” já dura decênios e nada mais é senão o modo normal como funciona o capitalismo em nosso tempo. E se trata de um funcionamento que nada tem de racional.”, isso é resultado da construção de um modelo especifico de sociedade, podendo ser superada, pois se surge como criação humana pode ser desconstruído pelas mesmas.
É possível pensar formas imediatas de retalhar os danos não apenas sociais como naturais ao mundo em que vivemos, como bio-construções, reutilização de produtos, uso de bicicletas e etc. Pensar em ações imediatas é fundamental para restituir perdas históricas sociais e estruturais, contudo também pensar em mudanças mais drásticas a humanidade é fundamental para gerar novas perspectivas de vida que não funcionem como repressoras de nossas potencias e sim como impulsões de criação. Se pudermos entender que como demonstra a antropologia as diversas teias em que discorre a natureza humana teremos em mãos a possibilidade de gerar uma nova condição humana. Para isso é preciso fundamentalmente utilizar da vida como referência da nossa moral e não meios científicos ou econômicos pois como afirma Marx, “Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência.”. Pois o capitalismo e sua ideia de consumo posicionam a ilusão da capital como valor vital mas nega o valor vital real que é a vida em si. “Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, etc., mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e atividades são tragadas pela cobiça.” Marx.

Diego goldman

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Raça e história

Políticas públicas (por Nicolly de Paiva Ferreira)

Os recortes das Políticas Públicas dentro do grupo raça e história foram feito para elucidar que a violência (em todos os aspectos) aos grupos enfocados é promovida também pelos meios burocráticos do Estado. Com as estatísticas apontadas na apresentação, podemos perceber que a  participação desses grupos que serão reparados a partir da formulação de algumas Políticas Públicas, não ocupam os espaços legais onde há a possibilidade de se tornarem atores das mesmas, não podendo participar de nenhuma etapa do Ciclo de Politicas Publicas, ou seja tais estatísticas comprovam que não há representatividade dentro da legalidade para grupos marginalizados e com minoria de direitos conquistados.

A crítica às formulações e aos atores envolvidos, se relaciona com os outros recortes por abordar que a legalidade histórica brasileira e o contexto atual são dominados pela supremacia branca masculina, causando muito arbitrariedade e pouca eficiência nas medidas compensatória para os grupos marginalizados abordados – negros e índios -, tornando notório o resultado e o reflexo de discriminação intensa durante anos de segregação racial e um passado escravocrata.

Os textos fornecidos ajudaram na construção e na ilustração das ideias desenvolvidas a partir do recorte escolhido, como o capítulo Raça e História da obra, de Lévi Strauss, que aborda as questões estruturais do significado de raça e as diversas interações a cerca dos significados dados a esta classificação. Outros textos e dados foram usados também para condensar as ideias e informações gerais e especificas dos assuntos abordados, como o site do Senado que disponibilizou dados sobre a representatividade dessas minorias abordadas no GT. Especificamente nesse recorte, os textos fornecidos não se relacionam diretamente com o recorte de representatividade nos ambientes burocráticos, a construção dessa analise foi feita a partir de textos independentes do planejamento do curso também.

Um GT que se relacionaria muito bem, seria o de gênero, pois aborda também um sistema que segrega grupos e cria hierarquias entre tais, e sua legitimação pelo Estado é feita de forma parecida com o que ocorre com negros e indígenas, ou seja, se relacionam por mostrarem esses sistemas vigentes no contexto atual brasileiro materializados pelo Estado Democrático de Direito. Além de ser interessante um recorte sobre as mulheres negras, pois são atravessadas diretamente por tais sistemas.

Referências:
LÉVI-STRAUSS, C. “Raça e História” in Antropologia Estrutural II

Quem formula as Políticas Públicas?
http://agenda21comperj.com.br/noticias/atores-sociais-os-responsaveis-pelas-politicas-publicas

GT 1 – Raça e História

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

DOCENTE: Laura Graziela

DISCENTE: Thainá Souza Silva

GT 1 – Raça e História

Recorte: Ações afirmativas para a população negra

 

Com a escolha do grupo em abordar as ações afirmativas tendo como enfoque as populações negras e indígenas, buscamos, com base no contexto histórico e atual, trazer como essas ações afirmativas surgiram, a quem elas alcançam e de que forma elas vem sido aplicadas pelos órgãos governamentais. Em meio à pesquisa surgiu a questão se estas ações afirmativas estão realmente conseguindo alcançar a demanda qual elas foram designadas para, a de garantir a inclusão dessas pessoas que foram historicamente degradas no contexto socioeconômico. Já tendo em vista o tema determinado pelo grupo, essa questão foi a chave qual impulsionou a minha pesquisa para discorrer sobre o recorte feito por mim, que me propus a expor como as ações afirmativas estão atingindo a população negra.

Para contextualizar o meu recorte das ações afirmativas na população negra, foi apresentado anteriormente os fatores históricos que levaram ao decorrer do tempo até os dias atuais a necessidade de implantação de leis e ações afirmativas pelas minhas colegas de grupo. Para isso também torna-se vital ressaltar qual a função das Ações Afirmativas, que só se faz necessária quando percebemos um histórico de injustiças e direitos que não foram assegurados. Toda ação afirmativa ela tem um determinado objetivo e se faz necessária até que esse objetivo seja alcançado. É importante também ressaltar que ela não é um privilegio sobre outros grupos que não aquele qual ela atende, é uma forma de reparar a vida de pessoas que foram historicamente excluídas ou degradadas do contexto socioeconômico, uma ação para assegurar direitos e para garantir a inclusão de determinados grupos.

No Brasil, as ações afirmativas integram uma agenda de combate à herança histórica de escravidão, segregação racial e racismo contra a população negra. A atuação dessas ações se dá a partir de alguns eixos, que foram citados pela Inez (integrante do GT), como o trabalho, educação, infraestrutura e moradia.

Em minha apresentação eu foquei na Lei Nº 12.990, de 9 de junho 2014, que reserva aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para o provimento de cargos efetivos e empregos públicos, como exemplo.

Segundo a SEPPIR (Secretária de Políticas de Promoção de Igualdade Racial), no primeiro ano de adoção destas cotas, 638 negros ingressaram no serviço público através das vagas reservadas. A lei resultou de uma luta do movimento negro para corrigir distorções históricas presentes no serviço público. Relatórios de gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão identificaram que apesar de serem maioria na população brasileira (51% da população segundo o censo de 2010 do IBGE), os negros ainda eram apenas 31% no serviço público. Hoje o(a) negro(a) está com renda entre um e 1,5 salário mínimo, que ainda é menor comparada a renda de brancos.

Com base nesses dados podemos analisar qual o efeito de uma ação afirmativa levando em conta a população qual ela visa – a negra – inserir e o espaço de inserção, no caso o mercado de trabalho, que após 128 anos de abolição da escravidão no Brasil, ainda é composto majoritariamente pela população negra ocupando os cargos de menores salários e que exigem baixas taxas de escolaridade. Evidentemente após a Constituição Federal de 1988 até atualmente com as ações afirmativas a população negra vem sido inserida socialmente e no mercado de trabalho. Mas essa inserção se mostra por uma grande desigualdade salarial e fortemente atravessada pela falta de acessibilidade a espaços que asseguram direitos básicos, como alimentação, moradia, segurança e educação. As cotas para negros em concursos e universidades públicas exigem que, para que eles alcancem as vagas é necessário um teste ou exame de conhecimentos básicos e/ou específicos e que atinjam determinados pontos. Ainda que o negro seja maioria na taxa de analfabetismo, como podemos confirmar em dados estatísticos abaixo:

População de 25 a 29 anos analfabeta

Negros: 10,5% (2001); 3,8% (2012)

Brancos: 3,4 (2001); 1,5% (2012)

Taxa de Escolaridade:

Negros com mais de 12 anos de estudo: 3,5% (2001); 9,4% (2012)

Brancos com mais de 12 anos de estudo: 13,6% (2001); 22,2% (2012)

Cotas como essas visam a inserção do negro, que não era presente, no espaço acadêmico como fator de mudança da pessoa que acessa o espaço e da família, aumenta a escolaridade e traz para a pessoa a oportunidade – que antes não havia – ao acesso a melhores posições no mercado de trabalho, abrangendo também a toda a população negra. Porém sem que esses indivíduos tenham alfabetização, Ensino Fundamental e Ensino Médio de qualidade, o acesso a essas cotas e a todo plano de inserção e reparo da população negra será apenas algo utópico.

Meu recorte sobre as ações afirmativas na população negra se relaciona diretamente com os outros recortes feito pelos outros membros, pois ele leva em conta justamente o fato de a população negra ser 51% da população brasileira, ou seja, a maioria, e ainda assim estar nas condições socioeconômicas mais baixas, o que a partir da análise histórica e estatística está intrinsecamente ligada ao preconceito étnico e racial e o racismo estrutural que podemos encontrar milhares de resquícios na relação social e econômica brasileira, e como as ações governamentais têm lidado e feito para o reparo e inserção dessas vidas.

Os textos fornecidos foram essenciais para gerar conhecimento, sobretudo para a construção do trabalho, como conhecer os conceitos de raça e história pelo olhar de Levis-Strauss, para o meu recorte em especifico o texto de Sabrina Moehlecke “Ação Afirmativa: História e Debates no Brasil” me introduziu a noção do que era exatamente uma ação afirmativa, como ela se deu e para que ela serve. Para melhor embasamento usei conhecimentos adquiridos de outras matérias também, como alguns capítulos de “Segurança, Território, População” e “Em Defesa da Sociedade” de Michel Foucault, que fala sobre outra perspectiva do racismo que não a raça e cor, e como pesquisa complementar vídeos e artigos que apresentavam a visão dos próprios negros sobre as políticas públicas e fontes de estatísticas, que foram essenciais para fundamentar o texto.

Do meu ponto de vista, acredito que o GT 5 que trabalhou a temática de Educação no Brasil tem muito a agregar na discussão da temática de Raça e História, em especial em relação as ações afirmativas para uma educação que melhor atenda as populações negras, pardas e indígenas, o GT 5 poderia trazer de uma forma mais aproximada como afeta a questão racial no desenvolvimento infantil, desde o acesso a escola a qualidade do ensino, como as leis e ações afirmativas que foram criadas estão (ou não) sendo aplicadas nas escolas e que efeito tem surtido na vida da criança e do adolescente.

 

Referências Bibliográficas:

LÉVI-STRAUSS, Claude.  Raça e História.  In:  Antropologia  estrutural  dois.  Cap. XVIII.  Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro,  1987

MOEHLECKE, Sabrina 2002. “Ação Afirmativa: História e Debates no Brasil”

FOUCAULT, M. 2008. “Segurança, Território, População”

FOUCAULT, M. 2005. “Em Defesa da Sociedade”

 

Referências Secundárias:

https://www.youtube.com/watch?v=7FxJOLf6HCA

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12990.htm

http://www.geledes.org.br/ensino-de-cultura-africana-e-lei-mas-ainda-precisa-melhorar/

https://www.youtube.com/watch?v=5fAQQR4h9V8

https://www.youtube.com/watch?v=y_dbLLBPXLo

https://www.youtube.com/watch?v=xPC16-Srbu4

 

GT 1- Raça e História

Docente: Laura Graziela

Discente: Alice Magalhães Ribeiro

Relatório do seminário

Após o grupo decidir que o enfoque se daria nas políticas públicas e na contextualização dessas por meio de uma recuperação histórica, se tornou necessário um embasamento estatístico básico para demonstrar através de dados a nítida desigualdade social resultante de sistemas políticos vigentes desde a colonização brasileira.

A importância do embasamento estatístico surge devido à questão que nos colocamos sobre representatividade e sobre uma falsa democracia racial, percebendo que o próprio espaço e contexto em que este trabalho foi construído não é, em grande parte, democrático.

Como foi apresentado em seminário, segundo fontes Infopen junho/2014 e IBGE 2010, com uma população que se autodenomina 51% negra, 48% branca e 1% amarela, podemos comparar os dados sobre população carcerária: 67% negra, 31% branca e 1% amarela; e os índices sobre ensino superior que demonstram: 19% pretos, 21% pardos e 60% brancos já cursaram o ensino superior; 15,1% pretos, 16,2% pardos e 68,7% brancos estão cursando o ensino superior; e assim perceber o contraste inversamente proporcional sobre dados que demonstram a delimitação entre os espaços que a população ocupa, se decomposta por raça e cor.

Como tentativa de aproximação à realidade do contexto em que a turma de antropologia esta inserida no sentido acadêmico,  fizemos uma pesquisa dentro da classe de introdução à antropologia do primeiro semestre em que fizemos a seguinte pergunta “a sua cor ou raça é:”, como resultado obtemos por autodenominação 50% brancos, 25% negros e 25% pardos.

Para montagem do trabalho, utilizamos diversas fontes, desde musicas até os textos fornecidos, todos ajudaram a reforçar a necessidade das políticas analisadas pelo grupo. O tema é de extrema amplitude e os recortes foram se dando uma vez que tentamos trazer para o contexto atual, condizendo com as discussões que tem sido construídas pelos movimentos envolvidos.

O trabalho do grupo tem a tendência em demonstrar que recortes devem ser feitos para análises de conjuntura e construção de políticas que ajudem populações denominadas como minorias e que se encontrem em situação de vulnerabilidade social. Nesse sentido, todos os outros temas envolvem a questão colocada pelo grupo, mas ao nosso ver, a questão de gênero é um recorte que se encaixaria perfeitamente em nossa discussão uma vez que temos como discriminações marcadas pela sociedade as de gênero e “raça”.

 

 

 

Grupo GT 1 – RAÇA E HISTÓRIA -Introdução parte 2- Estereótipos

Universidade Federal Fluminense- UFF                                                                                              Aluna: Iolanda M. Dreveck

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Meu recorte no trabalho foi sobre os Estereótipos Raciais e Étnicos , mostrar como são constituintes de nossa memória sobre certos indivíduos ou grupos de indivíduos . Como desde os tempos coloniais, a realidade do negro e do índio na atualidade já estavam marcadas. Tendo em vista o que Roberto DaMatta já citava em sua obra Relativizando -1987 no capitulo “Digressão”, onde o Índio é Preguiçoso , o Negro é Melancólico, e o Lusitano Europeu é Estúpido.  Venho expor  um agravamento nesses falsos conceitos que assombram nossa sociedade contemporânea , e isso repercute aumentando ainda mais o preconceito , onde agora o Índio , não é só preguiçoso é o Vagabundo, onde o Negro, não é só o melancólico é o Criminoso e Marginal , e o Lusitano Europeu continua o Estúpido. Apresentar o esteriótipo da Mulata, onde Gilberto Freyre, cria um produto exótico, belo, sensual, com habilidades culinárias e artísticas, mas com um lado imoral e libertino, Freyre também se ilude acreditando em uma Democracia Racial, que em sua opinião a mestiçagem no Brasil deu certo e  não existe preconceito racial.  Avaliar de  como as brechas no processo de Redemocratização do Brasil, ajudam a manter a estereotipização que, geralmente são usadas para conduzir e influenciar a assimilação da população na maioria das vezes de forma errônea, induzindo a fazerem suposições embasadas nas percepções que se tem de indivíduos por aspectos  de caráter étnico. O Efeito da estereotipagem é na sua maioria negativo, negar que existe desigualdade racial no Brasil, só prejudica a redemocratização do País, dificulta o trabalho das políticas sociais e das políticas de ações afirmativas, afetando o desenvolvimento do Brasil e a índole do seu povo.

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Minha apresentação salienta, de como os Negros e Indígenas ainda não foram integrados na sociedade como parte dela, principalmente  no que diz respeito à direitos e oportunidades, isso pode ser constatado pelo acesso destes povos aos níveis hierarquicamente mais baixos na sociedade, e  em todas as suas estratificações: habitacional,(periferias/favelas), trabalhista .(subempregos ) e Educacional;( difícil acesso ao ensino superior). Como já citado acima a esteriotipagem é no seu maior contexto negativo, pois se induz e influenciam cidadãos á percepções que, são alicerçados de forma que se cria uma certa rejeição contra pessoas por particularidades de natureza étnica. E assim sendo, ocorre um julgamento equivocado por grande parte da população brasileira e só tende a prejudicar a interpretação e  aceitação dos trabalhos das politicas sociais  e das politicas de ações afirmativas. O não entendimento do povo, não ajuda na redemocratização do nosso País , isso dificulta o grande passo à frente que o Brasil possa dar  pela igualdade social.

 

 Dos textos fornecidos, Lévi-Strauss, com Raça e História foi o “ponta pé inicial” na discussão e forma de organizar  o trabalho, fiz algumas analises de Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre e de Roberto DaMatta com sua obra  Relativizando- Uma Introdução à Antropologia Social- cap. Digressão ,utilizei outras fontes disciplinares para dar melhor enfoque ao tema abordado, (ver bibliografias). A relação da preconcepção esteriotipante está diretamente ligada a dominação e afetação que a mídia  e a elite, (na sua maioria branca), tem para com as classes menos abastadas que formam a população brasileira . O trabalho para uma maior abrangência na educação da massa , à começar por rever e mudar conceitos arraigados e estabelecer um novo padrão que referencie as qualidades do sujeito independente da sua natureza étnica ou fisionômica .

 

Os esteriótipos não  estão presentes só nas classificações raciais , dentre vários  dos temas abordados pelos diversos  grupos tem-se outros modelos de esteriótipos, os sociais e econômicos , étnicos e culturais, os de gênero, os de religião.   Esteriótipo do GT 2, o Gay , o Afeminado, a “Sapata”, o Transexual , o Travesti. Esteriótipo do GT 3 , o Machão , a Feminista , a Dona de casa, a “Amélia”. O Esteriótipo do GT4 , o Consumista Contido , o Consumista Irresponsável. O Esteriótipo do GT 5 , os Estudantes Pseudo- revolucionários, os Fashionistas, os Intelectualizados. Esteriótipos do GT 6, O Esteriótipo do Manipulador, o Dominador das classes, como citei acima  “A relação da preconcepção esteriotipante está diretamente ligada a dominação e afetação que a mídia  e a elite, (na sua maioria branca), tem para com as classes menos abastadas que formam a população brasileira”.Esteriótipos do GT7, o Crente, o Macumbeiro, o Espiritualista. Quis dar  enfase a todos os GTs com relação a minha abordagem, mas o GT que mais teve relação com o objetivo do trabalho do Raça e História foi o GT5 que apresenta as questões das politicas das ações afirmativas (cotas), a  abordagem do tema em que a educação pode e  deve ser o principal fator para o desenvolvimento e compreensão da igualdade entre “raças”, uma questão de oportunidade para todos.  Os  temas em questão foram fundamentais para o desenvolvimento  da percepção que nós mesmos não identificamos no nosso dia-a-dia .

 

 

“Temos direitos de ser iguais, quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de sermos diferentes, quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade, de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza , alimente ou reproduza a desigualdade” (Boaventura de Souza e Santos).

 

Em sala

Os esteriótipos são constituintes de nossa memória sobre certos indivíduos ou grupos de indivíduos, desde os tempos coloniais a realidade da atualidade já estava marcada. No texto Digressão , Roberto DaMatta já cita:

O Índio = Preguiçoso

O Negro = Melâncólico

O Lusitano Europeu = Estúpido

Esse falso conceito assombra e se agrava em nossa sociedade até hoje, agora o Índio não é só o preguiçoso , é o Vagabundo. O Negro não é só o melancólico é o Criminoso , o Marginal, e o Lusitano Europeu continua o estupido.                        De acordo com Gilberto Freyre em Casa Grande e Senzala, á partir do duplo discurso de mestiçagem e democracia , onde na ilusão de Freyre , A mistura prova a existência de uma democracia racial brasileira, democracia essa que provem da boca , na maioria das vezes, de brancos brasileiros. Uma falsa democracia na realidade principalmente para a realidade negra e índia .

E assim nessa falsa democracia, se cria o Esteriótipo da Mulata, a exótica , bela . alegre, sensualíssima, hábil na cozinha, na dança , na música, por outro lado a libertina e imoral , a “outra” para aventuras amorosas e extraconjugais .                 Segundo Freyre : A Branca é para casar ; a Negra para trabalhar , e a Mulata para foder .

As brechas no processo de redemocratização do Brasil , ajudam a manter a esteriotipização que geralmente são usadas para conduzir e influenciar as percepções , na maioria das vezes de forma errônea , induzir o povo  a fazerem suposições embasadas nas percepções que se tem de indivíduos por aspectos de caráter étnico.                                                                                                             O efeito da esteriotipagem é na sua maioria negativa, negar a desigualdade racial no Brasil, não ajuda na redemocratização da País.

Negros e indígenas não foram integrados na sociedade como parte dela no que diz respeito a direitos e oportunidades, o que pode ser constatado pelo acesso destes povos aos níveis hierarquicamente mais baixos na sociedade, em todas as suas estratificações : habitacional (periferias e favelas), trabalhista (sub empregos), educacional (difícil acesso ao ensino superior) , e no caso dos Índios seus direitos como Nativos estão cada vez mais compactados .

Bibliografia:

Lévi-Strauss, Claude .Raça e História – 1952

DaMatta, Roberto. Relativizando. Uma Introdução à Antropologia Social -Rocco-1987

BROOKSHAW, David . Raça e Cor na Literatura Brasileira, 1983

FREYRE,Gilberto. Casa Grande & Senzala.São Paulo: Global 2003,

https://www.todamateria.com.br/estereotipo/

http://psicologia-12abc.blogspot.com.br/2009/01/esteritipos.html

GT 1 -RAÇA E HISTÓRIA – POLÍTICAS PÚBLICAS E AÇÕES AFIRMATIVAS

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Alunas que estavam direcionadas sobre o recorte: Nicolly de Paiva Ferreira, Alice Magalhães Ribeiro, Thainá Souza

Os recortes das Políticas Públicas dentro do grupo raça e história foram feitos para elucidar que a violência (em todos os aspectos) aos grupos enfocados é promovida também pelos meios burocráticos do Estado.

Após o grupo decidir que o enfoque se daria nas políticas públicas e na contextualização dessas por meio de uma recuperação histórica, se tornou necessário um embasamento estatístico básico para demonstrar através de dados a nítida desigualdade social resultante de sistemas políticos vigentes desde a colonização brasileira.

A importância do embasamento estatístico surge devido à questão que nos colocamos sobre representatividade e sobre uma falsa democracia racial, percebendo que o próprio espaço e contexto em que este trabalho foi construído não é .em grande parte, democrático. Com as estátisticas apontadas na apresentação, podemos perceber que a participação desses grupos que serão reparados a partir da formulação de algumas Políticas Públicas, não ocupam os espaços legais onde há a possibilidade de se tornarem atores das mesmas, não podendo participar de nenhuma etapa do Ciclo de Politicas Publicas, ou seja, tais estatisticas comprovam que não há representatividade dentro da legalidade para grupos marginalizados e com minoria de direitos conquistados.

A crítica às formulações e aos atores envolvidos em tal, se relaciona com os outros recortes por abordar que a legalidade histórica brasileira e o contexto atual são dominados pela supremacia branca masculina, podendo ser modificada a lente por qualquer um dos Gts causando muito arbritariedade e pouca eficiência nas medidas compensátória para os grupos marginalizados abordados – negros e índios -, tornando notório o resultado e o reflexo de discriminação intensa durante anos de segregação racial.

Para montagem do trabalho, utilizamos diversas fontes, desde musicas até os textos fornecidos, todos ajudaram a reforçar a necessidade das políticas analisadas pelo grupo. O tema é de extrema amplitude e os recortes foram se dando uma vez que tentamos trazer para o contexto atual, condizendo com as discussões que tem sido construídas pelos movimentos envolvidos.

Os textos fornecidos também ajudaram na construção e na ilustração das ideias desenvolvidas a partir do recorte escolhido, outros textos e dados foram usados também para condensar as ideias e informações gerais e especificas dos assuntos abordados.

O recorte de raça se relaciona muito bem com o de gênero nas questões de representatividade legal e violência do estado com a lente das Políticas Públicas, pois os dois recortes enfocam os grupos mais explorados pelo mesmo, desde a falta de representatividade comprovada por dados estatísticos legitimados e aderidos pela entidade que vem sendo julgada como materializadora de tais.

GT 4 – Economia e Sociedade no Brasil – Agricultura familiar x Agronegócio de exportação

Universidade Federal Fluminense
Aluna: Camila Vaz Neto Ferreira Correia
Disciplina: Introdução à Antropologia (2016/1)
Professora: Laura Graziela Gomes

 

  Vivemos atualmente em nosso país, uma crise das instituições que ameaça o estado democrático de direito, afetando diretamente nossa economia, tema central do nosso trabalho de grupo.
A partir da leitura de uma bibliografia recomendada, podemos, através de um método comparativo, repensar as diferentes perspectivas econômicas adotadas em distintas sociedades e gerar reflexões a respeito do modelo econômico capitalista no qual estamos inseridos e que privilegia uma cultura baseada em acumular bens, fomentando a desigualdade, a que denominamos de cultura do consumo. Marshall Sahlins, em seu livro Sociedade Afluente Original, desfaz o mito universal de que os caçadores viviam apenas para caçar, não lhes sobrando tempo para constituir “cultura” e lazer. Designa sociedade afluente como aquela em que todas as necessidades materiais individuais são facilmente satisfeitas, “seja produzindo muito, seja desejando pouco”¹. Apoiados nesse conceito, podemos perceber a perversidade de um sistema midiático ao qual somos instados a consumir mais a todo instante, sendo bombardeado por uma publicidade que tenta nos seduzir e incutir em nossos pensamentos um ideal de que atingiremos plenitude, satisfação e felicidade através do consumo desenfreado de todo tipo de produto e serviço. Neste sentido, estamos em desvantagem com relação aos caçadores analisados por Marshall Sahlins, pois em sociedades capitalistas desejamos mais do que podemos consumir e a intenção primeira da publicidade em nossa sociedade capitalista é sempre a de influenciar e induzir a uma necessidade de adquirir e acumular novos bens. Esse tema dialoga diretamente com o trabalho de Monique Barbosa, que relaciona o ócio e a descartabilidade das tecnologias atuais a partir da leitura de Sahlins acerca de como se dá a utilização do tempo livre em sociedades tradicionais.
Assim como Sahlins, Marcel Mauss em Ensaio sobre a dádiva, nos lança um diferente olhar sobre como a economia em diferentes sociedades é construída através da troca de dádivas – obrigações impostas de dar, receber, retribuir, que não devem ser vistas como espontâneas e não são somente trocas de materiais, englobando também as trocas espirituais- nos dando maior substrato para repensarmos as diferentes formas de se constituir um sistema econômico.
A partir dessa leitura inicial e analisando o cenário econômico brasileiro, resolvi focar meu tema central numa área de extrema relevância para o país que é a agricultura familiar, a confrontando com o agronegócio de exportação, fazendo uma relação com a taxa de desemprego no país e utilizando uma pesquisa sobre a vontade da população carioca em deixar a cidade, por problemas urbanos tais como a violência, como exemplo de se repensar nossa estrutura econômica.
Segundo dados Portal Brasil, 70% da alimentação consumida pelos brasileiros vem da agricultura familiar e segundo consta no site do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), a agricultura familiar emprega mais de 70% da mão-de-obra no campo. É baseada na policultura e produção de variedades de alimentos. Já o agronegócio de exportação concentra a maior parte da terra no país, diminuindo as áreas da agricultura familiar e funciona a base da monocultura (soja, milho, cana, açúcar), degradando o meio ambiente, utilizando maior quantidade de agrotóxicos, gerando um risco à nossa saúde. Por ser quase toda automatizada, a produção não necessita de contratação de grande número de empregados, além de existirem muitas denúncias de utilização de trabalho escravo em suas colheitas.
Confrontando esses dados com a taxa de desemprego no país, que ficou em 11,2% no trimestre encerrado em abril, segundo dados do IBGE, e com a pesquisa realizada pela Rio Como Vamos, em que 58% dos cariocas dizem que se pudessem deixariam a cidade, gostaria de propor uma reflexão sobre um novo modelo de reforma agrária e talvez uma inversão do êxodo rural, como uma volta de parte da população ao campo. É claro que não podemos deixar de registrar que o agronegócio tem sua importância em geração de lucro, ajudando a elevar o PIB do país, porém é concentrado nas mãos de grandes indústrias e agricultores, não atuando para uma melhor distribuição de renda, que diminua as desigualdades sociais.

Referências Bibliográficas:

SAHLINS, Marshall.Sociedade Afluente Original. 1972
MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. Editora Cosacnaify,2007. 315p.

Sites consultados:
file:///C:/Users/camila/Downloads/Marshall%20Sahlins%20Sociedade%20afluente%20original%20(1).pdf

http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/07/agricultura-familiar-produz-70-dos-alimentos-consumidos-por-brasileiro

http://www.incra.gov.br/mg-incra-e-mda-debatem-censo-da-agricultura-familiar

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/05/desemprego-fica-em-112-no-trimestre-encerrado-em-abril-diz-ibge.html

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2015/09/29/segundo-ong-mais-da-metade-dos-cariocas-tem-vontade-de-sair-do-rio/

http://ageografiaeisso.blogspot.com.br/2011/03/agricultura-familiar-x-agronegocio-quem.html?m=1

GT1 – Raça e História – Povos originários

Uff – Antropologia – Primeiro Semestre

Professora Laura Graziela Gomes

Ida Nazareth Passeri Medeiros

Na elaboração do Trabalho o GT1 RAÇA E HISTÓRIA priorizou as políticas públicas e ações afirmativas para os Negros e os Índios.

Os povos originários no Brasil vem sofrendo com a ausência do Estado ao longo dos séculos que seguem à chegada dos europeus. Com políticas públicas de sustentação colonialista atuando até os dias de hoje o Estado é o único responsável pela dizimação de grupos inteiros, diminuição considerável de outros, escravidão indígena e redução de territórios garantidos por lei.

Há muito o agronegócio avança por terras indígenas com o apoio de decretos, arrendando-as (já que são terras de propriedade da União) desde o século XIX. Com uma frente parlamentar atuante em defesa dos interesses de proprietários rurais, a permanência o índio em seu território passa a ser ilegal, acarretando sofrimentos com os despejos constantes. Tendo uma ligação direta com o meio ambiente natural o índio se torna impossibilitado de exercer desde sua organização social até suas práticas  religiosas.

No nosso trabalho queremos mostrar um pouco da muita omissão do Estado que, mesmo tendo uma Constituição que garanta direitos aos que sofreram com a colonização européia,é oligárquico.

Claude Lévi-Strauss em análise à inferioridade ou superioridade de uma raça afirma que nenhuma ciência pode afirmar tal diferença, e a dominação argumentada no progresso e na civilização não disfarça o etnocentrismo ocidental.

O GT7 RELIGIÃO NO BRASIL, em sua discussão sobre o caráter inquisidor de nossa justiça e a intolerância do neopentecostalismo deixou claro o poder de nossas bancadas evangélica e ruralista com seu discurso de aproximar o índio da sociedade mascarando sua desumanidade na prática de um verdadeiro genocídio dos povos originários.

 

 

 

GT 3 – Gênero e Sexualidade – PT 4: Vertentes do movimento feminista

INTRODUÇAO À ANTROPOLOGIA

Aluna: Giulia Maria Reis Di Chiara Salgado

Prof. Laura Graziela Gomes

Vertentes do Movimento Feminista

     O movimento feminista foi criado a partir de exigências relacionadas, particularmente, às mulheres, tendo em vista as desigualdades impostas pelo sociedade a partir do gênero, tratando por sua vez, o feminino como inferior. É preciso evidenciar, porém, que apesar de mulheres sofrerem opressões de gênero semelhantes, há diversos outros recortes na sociedade que faz com que determinadas mulheres -dependendo de sua classe ou etnia, por exemplo- sofram para além e juntamente ao machismo. Logo, existe uma determinada urgência quanto algumas questões sociais para algumas integrantes do movimento que, não necessariamente é urgente à outras. Tal cenário, que envolve divergência de vivências, classe, etnia, sexualidade, acabou por fragmentar o feminismo em vertentes.

     As vertentes mais debatidas atualmente são Liberal, Radical, Interseccional (pós-moderno) e Feminismo Negro. O feminismo Liberal crê que a igualdade entre homens e mulheres na sociedade é conquistada por meio de reformas políticas e legais, pregando que as mulheres podem vencer a desigualdade das leis e dos costumes gradativamente, combatendo situações injustas pela via institucional e conquistando cada vez mais representatividade política e econômica por meio das ações individuais. Tal vertente fora muito usufruída no movimento das Sufragistas no século XIX.

     Já o feminismo radical, nasceu entre os anos 60, a partir das obras de Shulamith Firestone e Judith Brown. Diferente do feminismo liberal, que vê o machismo como fruto de leis desiguais, o feminismo radical vê no capitalismo a fonte da desigualdade entre gêneros, acreditando que a raiz da opressão feminina são aos papéis sociais inerentes aos gêneros. A partir dos anos 2010, com a explosão de debates sobre feminismo nas redes socias, tal vertente foi retomada por garotas jovens, autodenominadas “radfem”, readaptando discursos já usufruídos anteriormente para questões dos dias atuais, entrando em diversos debates complexos ideológicos complexos devido, por exemplo, sua visão sobre o gênero. Este, é à elas uma imposição social à partir do fator biológico, a genital. Acreditam então na abolição do gênero, e o tratam a partir do ponto de vista de como a sociedade encara o indivíduo, gerando diversos pontos contrários à concepção de gênero relacionada à causa trans, o que gera diversas tensões com a vertente intersseccional.

     O feminismo interseccional, por sua vez, surgiu no final dos anos 60, início dos anos 70 e entre suas principais autoras estão Avtar Brah, Anne McClinton e Kimberly Cranshaw. Tal movimento veio como parte de uma crítica ao feminismo radical, alegando que este dava conta apenas da demanda de mulheres brancas de classe média, isto é, não havia recorte de classe e etnia nos debates e não se refletia sobre para além do machismo, o racismo e opressão de classe que mulheres também sofriam. Tal vertente vem progressivamente procurando conciliar as demandas de gênero das demais minorias, fazendo com que haja diversos grupos de debate,  que abre porta à outros feminismos como o transfeminismo e o feminismo negro. Em contrapartida ao feminismo radical, trata o gênero e a identificação com este em uma esfera mais subjetiva, levando em conta sensações que determinariam a que gênero o indivíduo se encaixa e abre caminhos para a existências de dezenas de classificações e nomenclaturas sobre gênero, quebrando com os conceitos binários inseridos na sociedade.

     Pode-se concluir a necessidade de recortes de classe e etnia dentro dos movimentos sociais e percebe-se que, apesar de mulheres, a partir do ponto que partem de um impasse estrutural para além do machismo, torna-se complexo o diálogo. O movimento feminista possui diferentes vertentes por ter em vista que mulheres pensam, são, e possuem demandas diferentes dentro da questão. Percebe-se também que, até mesmo movimentos que pretendem a derrubada de determinadas estruturas, são moldados por pensamentos de pessoas brancas de elite, o que nos demonstra que as estruturas que sustentam o racismo são tremendamente fortes. Em outro viés, porém, percebe-se a crescente conquista de espaço das minorias étnicas, inclusive nos movimentos sociais, quebrando com diversos esteriótipos e barreiras sociais demonstrando e falando para além da realidade que atinge à elite branca, deixando explícito que existem, e resistem.

BLIBIOGRAFIA

http://www.brasilpost.com.br/2015/06/14/feminismo-correntes-feministas_n_6788376.html

http://transfeminismo.com/

http://blogueirasnegras.org/2014/07/21/por-quais-mulheres-o-feminismo-radical-luta/

http://radfem.info/

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