Universidade Federal Fluminense- UFF                                                                                              Aluna: Iolanda M. Dreveck

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Meu recorte no trabalho foi sobre os Estereótipos Raciais e Étnicos , mostrar como são constituintes de nossa memória sobre certos indivíduos ou grupos de indivíduos . Como desde os tempos coloniais, a realidade do negro e do índio na atualidade já estavam marcadas. Tendo em vista o que Roberto DaMatta já citava em sua obra Relativizando -1987 no capitulo “Digressão”, onde o Índio é Preguiçoso , o Negro é Melancólico, e o Lusitano Europeu é Estúpido.  Venho expor  um agravamento nesses falsos conceitos que assombram nossa sociedade contemporânea , e isso repercute aumentando ainda mais o preconceito , onde agora o Índio , não é só preguiçoso é o Vagabundo, onde o Negro, não é só o melancólico é o Criminoso e Marginal , e o Lusitano Europeu continua o Estúpido. Apresentar o esteriótipo da Mulata, onde Gilberto Freyre, cria um produto exótico, belo, sensual, com habilidades culinárias e artísticas, mas com um lado imoral e libertino, Freyre também se ilude acreditando em uma Democracia Racial, que em sua opinião a mestiçagem no Brasil deu certo e  não existe preconceito racial.  Avaliar de  como as brechas no processo de Redemocratização do Brasil, ajudam a manter a estereotipização que, geralmente são usadas para conduzir e influenciar a assimilação da população na maioria das vezes de forma errônea, induzindo a fazerem suposições embasadas nas percepções que se tem de indivíduos por aspectos  de caráter étnico. O Efeito da estereotipagem é na sua maioria negativo, negar que existe desigualdade racial no Brasil, só prejudica a redemocratização do País, dificulta o trabalho das políticas sociais e das políticas de ações afirmativas, afetando o desenvolvimento do Brasil e a índole do seu povo.

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Minha apresentação salienta, de como os Negros e Indígenas ainda não foram integrados na sociedade como parte dela, principalmente  no que diz respeito à direitos e oportunidades, isso pode ser constatado pelo acesso destes povos aos níveis hierarquicamente mais baixos na sociedade, e  em todas as suas estratificações: habitacional,(periferias/favelas), trabalhista .(subempregos ) e Educacional;( difícil acesso ao ensino superior). Como já citado acima a esteriotipagem é no seu maior contexto negativo, pois se induz e influenciam cidadãos á percepções que, são alicerçados de forma que se cria uma certa rejeição contra pessoas por particularidades de natureza étnica. E assim sendo, ocorre um julgamento equivocado por grande parte da população brasileira e só tende a prejudicar a interpretação e  aceitação dos trabalhos das politicas sociais  e das politicas de ações afirmativas. O não entendimento do povo, não ajuda na redemocratização do nosso País , isso dificulta o grande passo à frente que o Brasil possa dar  pela igualdade social.

 

 Dos textos fornecidos, Lévi-Strauss, com Raça e História foi o “ponta pé inicial” na discussão e forma de organizar  o trabalho, fiz algumas analises de Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre e de Roberto DaMatta com sua obra  Relativizando- Uma Introdução à Antropologia Social- cap. Digressão ,utilizei outras fontes disciplinares para dar melhor enfoque ao tema abordado, (ver bibliografias). A relação da preconcepção esteriotipante está diretamente ligada a dominação e afetação que a mídia  e a elite, (na sua maioria branca), tem para com as classes menos abastadas que formam a população brasileira . O trabalho para uma maior abrangência na educação da massa , à começar por rever e mudar conceitos arraigados e estabelecer um novo padrão que referencie as qualidades do sujeito independente da sua natureza étnica ou fisionômica .

 

Os esteriótipos não  estão presentes só nas classificações raciais , dentre vários  dos temas abordados pelos diversos  grupos tem-se outros modelos de esteriótipos, os sociais e econômicos , étnicos e culturais, os de gênero, os de religião.   Esteriótipo do GT 2, o Gay , o Afeminado, a “Sapata”, o Transexual , o Travesti. Esteriótipo do GT 3 , o Machão , a Feminista , a Dona de casa, a “Amélia”. O Esteriótipo do GT4 , o Consumista Contido , o Consumista Irresponsável. O Esteriótipo do GT 5 , os Estudantes Pseudo- revolucionários, os Fashionistas, os Intelectualizados. Esteriótipos do GT 6, O Esteriótipo do Manipulador, o Dominador das classes, como citei acima  “A relação da preconcepção esteriotipante está diretamente ligada a dominação e afetação que a mídia  e a elite, (na sua maioria branca), tem para com as classes menos abastadas que formam a população brasileira”.Esteriótipos do GT7, o Crente, o Macumbeiro, o Espiritualista. Quis dar  enfase a todos os GTs com relação a minha abordagem, mas o GT que mais teve relação com o objetivo do trabalho do Raça e História foi o GT5 que apresenta as questões das politicas das ações afirmativas (cotas), a  abordagem do tema em que a educação pode e  deve ser o principal fator para o desenvolvimento e compreensão da igualdade entre “raças”, uma questão de oportunidade para todos.  Os  temas em questão foram fundamentais para o desenvolvimento  da percepção que nós mesmos não identificamos no nosso dia-a-dia .

 

 

“Temos direitos de ser iguais, quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de sermos diferentes, quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade, de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza , alimente ou reproduza a desigualdade” (Boaventura de Souza e Santos).

 

Em sala

Os esteriótipos são constituintes de nossa memória sobre certos indivíduos ou grupos de indivíduos, desde os tempos coloniais a realidade da atualidade já estava marcada. No texto Digressão , Roberto DaMatta já cita:

O Índio = Preguiçoso

O Negro = Melâncólico

O Lusitano Europeu = Estúpido

Esse falso conceito assombra e se agrava em nossa sociedade até hoje, agora o Índio não é só o preguiçoso , é o Vagabundo. O Negro não é só o melancólico é o Criminoso , o Marginal, e o Lusitano Europeu continua o estupido.                        De acordo com Gilberto Freyre em Casa Grande e Senzala, á partir do duplo discurso de mestiçagem e democracia , onde na ilusão de Freyre , A mistura prova a existência de uma democracia racial brasileira, democracia essa que provem da boca , na maioria das vezes, de brancos brasileiros. Uma falsa democracia na realidade principalmente para a realidade negra e índia .

E assim nessa falsa democracia, se cria o Esteriótipo da Mulata, a exótica , bela . alegre, sensualíssima, hábil na cozinha, na dança , na música, por outro lado a libertina e imoral , a “outra” para aventuras amorosas e extraconjugais .                 Segundo Freyre : A Branca é para casar ; a Negra para trabalhar , e a Mulata para foder .

As brechas no processo de redemocratização do Brasil , ajudam a manter a esteriotipização que geralmente são usadas para conduzir e influenciar as percepções , na maioria das vezes de forma errônea , induzir o povo  a fazerem suposições embasadas nas percepções que se tem de indivíduos por aspectos de caráter étnico.                                                                                                             O efeito da esteriotipagem é na sua maioria negativa, negar a desigualdade racial no Brasil, não ajuda na redemocratização da País.

Negros e indígenas não foram integrados na sociedade como parte dela no que diz respeito a direitos e oportunidades, o que pode ser constatado pelo acesso destes povos aos níveis hierarquicamente mais baixos na sociedade, em todas as suas estratificações : habitacional (periferias e favelas), trabalhista (sub empregos), educacional (difícil acesso ao ensino superior) , e no caso dos Índios seus direitos como Nativos estão cada vez mais compactados .

Bibliografia:

Lévi-Strauss, Claude .Raça e História – 1952

DaMatta, Roberto. Relativizando. Uma Introdução à Antropologia Social -Rocco-1987

BROOKSHAW, David . Raça e Cor na Literatura Brasileira, 1983

FREYRE,Gilberto. Casa Grande & Senzala.São Paulo: Global 2003,

https://www.todamateria.com.br/estereotipo/

http://psicologia-12abc.blogspot.com.br/2009/01/esteritipos.html

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