Uff – Antropologia – Primeiro Semestre

Professora Laura Graziela Gomes

Ida Nazareth Passeri Medeiros

Na elaboração do Trabalho o GT1 RAÇA E HISTÓRIA priorizou as políticas públicas e ações afirmativas para os Negros e os Índios.

Os povos originários no Brasil vem sofrendo com a ausência do Estado ao longo dos séculos que seguem à chegada dos europeus. Com políticas públicas de sustentação colonialista atuando até os dias de hoje o Estado é o único responsável pela dizimação de grupos inteiros, diminuição considerável de outros, escravidão indígena e redução de territórios garantidos por lei.

Há muito o agronegócio avança por terras indígenas com o apoio de decretos, arrendando-as (já que são terras de propriedade da União) desde o século XIX. Com uma frente parlamentar atuante em defesa dos interesses de proprietários rurais, a permanência o índio em seu território passa a ser ilegal, acarretando sofrimentos com os despejos constantes. Tendo uma ligação direta com o meio ambiente natural o índio se torna impossibilitado de exercer desde sua organização social até suas práticas  religiosas.

No nosso trabalho queremos mostrar um pouco da muita omissão do Estado que, mesmo tendo uma Constituição que garanta direitos aos que sofreram com a colonização européia,é oligárquico.

Claude Lévi-Strauss em análise à inferioridade ou superioridade de uma raça afirma que nenhuma ciência pode afirmar tal diferença, e a dominação argumentada no progresso e na civilização não disfarça o etnocentrismo ocidental.

O GT7 RELIGIÃO NO BRASIL, em sua discussão sobre o caráter inquisidor de nossa justiça e a intolerância do neopentecostalismo deixou claro o poder de nossas bancadas evangélica e ruralista com seu discurso de aproximar o índio da sociedade mascarando sua desumanidade na prática de um verdadeiro genocídio dos povos originários.

 

 

 

Anúncios