Docente: Laura Graziela

Discente: Alice Magalhães Ribeiro

Relatório do seminário

Após o grupo decidir que o enfoque se daria nas políticas públicas e na contextualização dessas por meio de uma recuperação histórica, se tornou necessário um embasamento estatístico básico para demonstrar através de dados a nítida desigualdade social resultante de sistemas políticos vigentes desde a colonização brasileira.

A importância do embasamento estatístico surge devido à questão que nos colocamos sobre representatividade e sobre uma falsa democracia racial, percebendo que o próprio espaço e contexto em que este trabalho foi construído não é, em grande parte, democrático.

Como foi apresentado em seminário, segundo fontes Infopen junho/2014 e IBGE 2010, com uma população que se autodenomina 51% negra, 48% branca e 1% amarela, podemos comparar os dados sobre população carcerária: 67% negra, 31% branca e 1% amarela; e os índices sobre ensino superior que demonstram: 19% pretos, 21% pardos e 60% brancos já cursaram o ensino superior; 15,1% pretos, 16,2% pardos e 68,7% brancos estão cursando o ensino superior; e assim perceber o contraste inversamente proporcional sobre dados que demonstram a delimitação entre os espaços que a população ocupa, se decomposta por raça e cor.

Como tentativa de aproximação à realidade do contexto em que a turma de antropologia esta inserida no sentido acadêmico,  fizemos uma pesquisa dentro da classe de introdução à antropologia do primeiro semestre em que fizemos a seguinte pergunta “a sua cor ou raça é:”, como resultado obtemos por autodenominação 50% brancos, 25% negros e 25% pardos.

Para montagem do trabalho, utilizamos diversas fontes, desde musicas até os textos fornecidos, todos ajudaram a reforçar a necessidade das políticas analisadas pelo grupo. O tema é de extrema amplitude e os recortes foram se dando uma vez que tentamos trazer para o contexto atual, condizendo com as discussões que tem sido construídas pelos movimentos envolvidos.

O trabalho do grupo tem a tendência em demonstrar que recortes devem ser feitos para análises de conjuntura e construção de políticas que ajudem populações denominadas como minorias e que se encontrem em situação de vulnerabilidade social. Nesse sentido, todos os outros temas envolvem a questão colocada pelo grupo, mas ao nosso ver, a questão de gênero é um recorte que se encaixaria perfeitamente em nossa discussão uma vez que temos como discriminações marcadas pela sociedade as de gênero e “raça”.

 

 

 

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